quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

GRUPO ALEC DOA LIVROS AO ILA


GRUPO ALEC DOA LIVROS AO ILA

O Grupo ALEC – Doou a Biblioteca da casa de Cultura “Luiz de Albuquerque” – ILA – Cerca de 1000 (mil) exemplares de livros variados. Com isso, na medida do possível o Grupo ALEC – Entidade Cultural mais antiga de MS dá a sua modesta contribuição ao leitores de Corumbá e Ladário

SALA DE POESIA RECEBE LIVROS

O Grupo ALEC – Doou para a Sala de Poesia da APEC - Cerca de 130 livros autografados e com dedicatória, dirigidas ao Poeta Benedito C.G. Lima. Tais livros foram recebidos desde 1972 e hoje passa a fazer parte do acervo da APEC – Num espaço da Casa de Cultura – ILA.

PORTAL DO BENEDITO C. G. LIMA

Nos Blogs trovaspoemasfotosefatos.blogspot.com e beneditocglima-arteculturanojardim.blogspot.com – Surge a oportunidade de se conhecer a parte de Corumbá, sua poesia, sua gente e seus artistas. A participação é livre. Espaço aberto para brasileiros e estrangeiros. Este é o portal do Benedito C. G. Lima – O Dom Quixote Pantaneiro, fundador do Grupo Corumbaense de Letras e muitas Entidades Culturais de Corumbá, para o mundo, daí ser Cônsul da Associação Internacional Poetas Del Mundo.

Contatos para envios de textos, fotos, livros, jornais e revistas:

beneditocglima@yahoo.com.br

Vanda Ferreira

Nasceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no ano de 1959. É autodidata, atuante no campo da literatura, artes plásticas, artesanato e música.

Na década de noventa começou a publicar poemas através de jornais, revistas, livros individuais e antologias.

Desde a publicação de seu 2° livro, “BUGRA SARARÁ - 19915/ fícou conhecida, em seu meio artístico, pelo codinome de "Bugra Sarará".

Seu penúltimo livro, intitulado "BUGRESIA", traz homenagens póstumas ao Poeta das Ilusões/ António Papi Neto, falecido em 2005.

Livros individuais (publicação independente):

"Eu&Você" - livro de bolso (versos)

"Bugra Sarará" - poemas

"No Reino do Arco-íris" - Versos

"Amante da Poeira Vermelha" - Versos

"O Grito do Poeta" ~ Versos

"Bugresia" - poemas

"Maturações" - poemas

Antologias:

Campo Grande Meu Amor

Mil Poetas Brasileiros

... E Os Poetas Falaram I

... E Os Poetas Falaram iï

Dez Anos da Noite da Poesia

Primavera dos Ipês

Caminhos

Rotina Celeste

Vanda Ferreira

BUGRA SARARÁ

(pés (Se iua e sol

nas margens do córrego Ceroula;

tesouros escondidos

- Nenhum x -

Beleza da ínesistênda de mapas

no campo de sobrevivência

da velha, sanga

saudosa dos órgãos internos.

Valentia protegida

. - floresce das pedras,

gráficos desenhados

na rotina celeste.

Essência verde,

bichos caçadores, .

tatuagens à Beira d'água.

Mata ciliar

Longos cilios

piscam meus dias.

Nas flores da mata ciliar

Eu-beija-flor

Cantiga brejeira,

Bugios toucadores,

algazarra escondendo macacos

no ôaíanceío das cores.

Baíxo ventre da terra,

prenhez dágua pura,

virgem mata sempre grávida.

Todo dia nascem frutas!.

Peixaria de capivaras.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vem Senhor tomar o leme do barco da minha vida

Vem senhor

Tome o leme do barco

De minha vida que

Há muito navega errante

Pelos mares da vida.

Perdeu a bússola que

Indicava a direção

Por onde seguir,

Em que porto se

Atracar.

Já aproximei de vários

Portos, mas quando

Pensava em atracar

Eis que surgia uma

Tempestade e o recuava

De novo para o alto mar

Vem Senhor

Mostra-me a rota das

Boas navegações,

Indica-me a díreção

Ajuda-me a reencontrar

A bússola que

Deixei cair no mar

Quando as grandes tempestades

Assolaram o meu frágil barco

- Por que frágil barco?

Porque eu me descuidei

E deixei passar despercebido

As ordens do meu comandante

Este comandante que é o Senhor...

E este Senhor é o

Único que conhece .

Todas as direções a

Navegar, inclusive é aquele

Que caminha sobre as ondas

Do mar. "Mt 14.22-33"

E afirmo uma vez mais:

Vem Senhor, tomar o leme

-Do barco da minha vida

“ Cantico da Simplicidade “

Benedito C.G.Lima


A simplicidade está:

No vôo do beija-flor

Que desenha a poesia no ar;


No sorriso da criança

Que brinca no parque;

No perfume das flores viçosas

Que enfeitam o existir da humanidade;

No voo sorriso perfumoso

Tatuado na imaginação do poeta!

Na cantilena da saudade

A riscar os corredores pétreos do Tempo!

O que é simplicidade?

Pode ser adejar tamborilar

Talvez o nervoso tamborilar

Da chuva no telhado...

Ou uma haste num vago sagrado

Sonoro símbolo na eterna pureza

Metamorfosico cântico do Amor!


Contato:beneditocglima@yahoo.com.br

“Trovas sobre a mulher”

Benedito C. G. Lima

A mulher fada divina

Tesouro presente e amor

É rosa... é doce menina

Menina presente na flor!

Uma santa... Pura..,, ei-la

A mulher é um relicário!

Maria... Teresa ou Sheila

Faz. do homem um visionário!

A chuva prata ou luar

Completa a beleza doce

Daquela mulher a voar

No entrecorte da foice

Perfume... Mil cores... Paixão

Encanto que vem da mulher.

É única! O meu coração

Jamais te esquece, siquer!

Contato: beneditocglima@yahoo.com.br

"Xadrez Invisível"

Benedito C.G. Lima

No xadrez invisível da minha loucura

Trancafiei os meus desejos

E o tempo guardião solene

Derreteu toda a esperança

Que ainda existia...

Assim hoje vago pelas-ruas

Procurando o endereço dúbio

De uma Paixão

Que se escorregou por entre

Meus dedos

Ah! Passado ingrato!

Negro fardo a sugar

A minha alma.

Ah! Quem me dera pudesse

Sair no vôo leve da borboleta

Fugir por entre as grades

E entrar na via crucis

Da saudade

Podendo assim sentir

O doce néctar do seu beijo

Ah! Xadrez invisível

Que me impede do possível!

Contato: beneditocglima@yahoo.com.br

"A noite é vazia sem o teu Canto"

Benedito C. G. Lima

Não adianta a lua nua

No céu a brilhar

Que no meu peito

Já bate sem jeito

Um coração outrora ousado

Hoje triste e abandonado

Tudo perdeu o encanto...

A noite é vazia

Sem o teu canto!

Não adiante o seu choro dolente

Cortar tão plangente

A cortina da noite

Pois a açoite

Da solidão que impera

Me dá seu recado

Que é meu desencanto

A noite é vazia

Sem o teu encanto!

Quanto vale a sua liberdade

De: J.L.Ramos

Muito mais do que

Podes imaginar

Só pra que você tenha

Uma ideia

Temos um amígo

Que nunca nos esquece

Nunca nos desampara

E por mais que nós

O ofendamos

Ele sempre está nos dando

Mais oportunidade

Uma vez me lembro

Que ele pegou o chicote

E expulsou muitas pessoas

Da casa que foi construída

Para o povo se encontrar

Orar, agradecer e porque não

Pedir a Deus seu perdão

Só este homem sabe o quanto

Custa e quanto custou a ele

A nossa liberdade

Se você não sabe

O faz de esquecido

Saiba que este homem

Pagou a nossa liberdade

Com seu sangue derramado

Em uma cruz

Ele espera sempre por você

De braços abertos

Procure-o

Este esta ansioso com

Sua volta

Não temos outro caminho a

Seguir, para sermos felizes.

Só mesmo ao lado

Desse homem

Vem...

Para juntos dele

Seu nome é Jesus Cristo.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

TRADUÇÃO

Virá o o silêncio

que traduza

a sonoridade das letras.

Antes da fala

Tudo houve

Passos de dinossauros

Partos de sementes

Lua sol riacho

a noite sem fim

da glaciação

e o recomeço

: eras mais sãs

Sem nossos sons

Não éramos no tempo

Em que a boca disse o pensamento humano

Nem no dia

em que o verbo do homem

Perdeu a humanidade.

Ainda vira aos lábios

O silencio capaz

de eximir a palavra

Sergio Bernardo

Nova Friburgo/ Rj

NA MANHA DE CHUVA

Sergio Bernado

Nova Friburgo/ RJ

Só o Bernardo de Manoel de Barros

é quase árvore.

Não sou

— apesar do verde

ser a cor preferida

e apesar das mãos

às vezes como galhos

e os pós como raízes.

À chuva que não passa não me alegra.

Mofo como um velho casaco

no escuro do armário e o meu bolor é visível na sisudea da cara.

Coisa estranha

: a chuva me seca.

Pena dos dois cães

que não latem na frente da casa

dos namorados com dois guarda-chuvas

que por isso não se abraçam

dos vendedores de picolé

sem a féria do dia.

Pena de mim

que odeio banho frio.

A própria terra

cansa-se da chuva

e por isso desaba

sobre as construções.

O próprio rio

quer fugir

e inunda a cidade.

A chuva, ela mesma se culpa

e se suicida

chovendo.

Até este poema

com medo de se encharcar demais

se esconde no nada.

HOJE

Leninha Dutra

Hoje!Não está frio,

Não está chovendo,

Não remexi nas gavetas,

Para jogar o passado fora,

Não fiz bolinhas de chuvas.

Não preparei um chocolate quente

Não molhei as roseiras,

Não dedilhei meu violão,

N ao pintei nenhum quadro,

Não escrevi um livro,

Nao preparei uma sopa quente,

Não dei banho no cachorro,

Não contei cameirinho para dormir

Não olhei as estrelas no céu,

Não vi o fulgor da lua,

Hoje! Não senti a brisa do vento

A brincar com os meus cabelos.

Hoje! Simplesmente fiquei

Pensando em você.

Contato: lenedutracurumim@hotmail.com

CICLO

O menino

come terra

depois

a fome de sempre

e a terra

come o menino

CANTO A ILU AYÊ

Negro é raiz da liberdade

Mais forte que qualquer outra

E faz nosso povo se unir

Hoje muito mais que outrora.

Porém, os chacais que o rondam

Ainda encontram lacaios

Contra o nosso porvir.

Pois quem nasceu para Judas

Não se cansa de trair.

Ilu-ayè tem o sorriso negro

pra fortalecer meus irmãos

E regar a flor da resistência

Desde a grimpa dos morros

Até a vereda mais úmida

Em prontidão na tocaia

Para emboscar bate- estradas

E avisar aos capatazes

Que quem brinca com corda

Acaba dependurado.

Ilu-ayé tem o abraço negro

Pra fortificar os quilombos

E multidões de Zumbis

Com suas bandeiras erguidas

Pra celebrar nosso Rei.

Que deu seu sangue por nós

E merece gloria eterna.

Ao cismar sozinho relembro

Que todo instante da vida

E sempre vinte de novembro

Com a dignidade iluminada

E o espírito pleno de Axé.

Pois nossa pele tem mais sol,

Nosso céu tem mais luar.

Nosso povo tem mais força

Quanto mais amor doar.

Não permita Deus que eu morra

Sem que ainda faça um poema

Digno da beleza negra

Com maior engenho e arte,

Que exalte Rainha Dandara

Zumbi e Solano Trindade

Com uma imensa quizomba

Para alegrar nossa raça

E cantar pra ilu-ayê.

OBS: Ilu-Ayê: Terra da Vida

Antonio Cabral Filho

POESIA DE ESPANHA

Nos arredores de Granada

O cante jondo é mais jondo

E mais rubra a bandeira andaluza.

E meu poema é Lorca

Vitima de bala

Franquista.

Pero no Centro de Madri

Meu poema é pablo,

Mais conhecido como Picasso

O atira viscera a tela

Para expor Guernica

Francamente

Antonio Cabral Filho